Mudanças…
Junho 11, 2009
Eu mesma escrevi isso dia 18/07/2005. Quatro anos se passaram e hoje eu tenho a completa certeza de que o que fica para trás deve realmente ser deixado lá, no passado…bem escondido..mas não deve ser jogado na caixa preta do cérebro, e sim jogado fora como algo que não presta mais. O mais triste é ler isso e saber que eu pareço estar parada no tempo e que muito disso eu poderia re-escrever agora…Vou deixar aqui para vocês lerem e refletirem…Bom feriado
Há muito tempo venho me perguntando se tudo isso vale a pena, se estou no caminho certo, se…e percebi que minha vida é repleta de “e se”. Tem certas coisas que eu jamais fiz, seja por impossibilidade ou covardia. Outras das quais, nos momentos de dor, me arrependo. Mas existem aquelas que mesmo sabendo dos riscos, eu fiz! Recapitulando os ultimos 8 anos da minha vida, eu vejo que alguns desses riscos poderiam ter sido evitados. Mas não foram…E por isso passei esses anos imersa em sonhos impossíveis e sentimentos confusos. E hoje me pergunto: porque? para que? Infelizmente não sei a resposta…
Vejo também quantas pessoas entraram e passaram pela minha vida nesses anos. Algumas já foram, outras ficaram ou retornaram…Outras ficarão sempre no meu coração mesmo tendo partido para “casa”. Mas o sentimento? Aquele que também surgiu nesses anos…esse permanece! Aliás, por mais dificil e confuso que seja, ele cresceu! E se tornou algo forte, sólido, inquebrável, intocável, insuportável…mas estranho e longe! E ao mesmo tempo que preenche a alma, deixa também um grande vazio no peito. Confuso? Nem me fale! Convivo com essa confusão há mais tempo do que julgo necessário. Às vezes penso que talvez ainda não tenha sido tempo suficiente, que algo vai acontecer, que vai ser bom..e caio da cama! Sonhos, mais sonhos! E vou continuando sem respostas.
A unica coisa que sei ao certo é que no final da contas eu acabo é tendo raiva de mim mesma…Raiva por não entender, por não ser capaz de decifrar os enigmas, ou de recuar quando é preciso e ir atrás quando se é o certo a fazer. Raiva por amar demais e não saber porque, nem se é certo ou real…E também medo! Medo de não saber se algum dia as respostas virão, se acabarei sozinha e machucada…medo de não ter a coragem suficiente de me entregar ou de não conseguir dizer não na hora certa! E com tudo isso percebo que a cada dia que passa meu coração parece perder um pedaço e as cicatrizes vão aumentando…Percebo que já não sou mais a pessoa de antes, que vivia sorrindo e fazendo planos. Vejo que a realidade pode ser muito dura e bem diferente dos contos de fada que sonhei todos esses anos…E que somos humanos o suficiente para ficarmos doentes com isso, que o peito dói tanto quanto na dor física e que sim, somos capazes de morrer de amor…
E só resta esperar que um dia o mistério seja solucionado. Ou quem sabe devo desistir, entregar os pontos e dar a vitória ao inimigo, mesmo sem saber o que ou quem ele é…Mas a sensação no peito é tão estranha que mesmo se desistir, o sentimento parece ter vida propria, ser imortal…
Mas vendo por outro lado esses anos foram mágicos. Naquele lado bem masoquista, diga-se de passagem. Mas o que seria de mim afinal sem esse sentimento que, mesmo quando transformado em dor, é especial e único…é, com certeza, parte de um grande aprendizado…E eu faria tudo de novo! E seja qual for ele, estou disposta a correr o risco, porque não quero mais “e se” na minha vida! Se tiver que ter algum arrependimento, tudo bem. Pelo menos terei a certeza de que fiz minha parte. Que venham mais anos pela frente..e se possível, respostas. E se tiverem que ser mais enigmas, tudo bem! Se no final de tudo eu descobrir que valeu a pena, pelo menos saberei que mesmo o pior dos dias não foi em vão!
Flavia Graça Melo
eu nem tenho direito o que comentar…
só que esse ano é o primeiro do resto das nossas vidas!
amo vc, amiga